Gerador de procedimentos eVTOL
Vertiporto SBSJFerramenta de apoio para desenhar procedimentos de chegada ao Vertiporto de São José dos Campos (SBSJ) e transformar a rota em figuras, tabelas e arquivos de simulação.
Fluxo geral
O Editor de rota guarda os pontos desenhados, com latitude, longitude, altitude, velocidade e razão vertical.
As outras saídas não redesenham a rota nem inventam dados. Elas pegam esse estado do editor e transformam no formato certo para cada uso.
Uma única fonte
Mapa, perfil, CSVs, JSON e cenário BlueSky partem da mesma rota.
Se um waypoint muda no editor, todas as saídas passam a representar a mesma versão do procedimento.
1. Desenhe a rota
Clique no mapa para adicionar pontos. Cada novo ponto entra como o mais distante do vertiporto, isto é, no início da rota.
Se o clique cair sobre uma conexão já desenhada, o app insere o novo waypoint naquela perna, com altitude interpolada.
2. Gere as figuras
Na aba Gerar figuras, clique em Atualizar do editor.
O app usa a rota atual e produz perfil altimétrico, zoom H → V, tabela de pontos e mapa sobre satélite.
3. Exporte os dados
Os botões de exportação transformam a rota em CSV, GeoJSON, GeoPackage ou pacote BlueSky + JSON.
Nada disso é reimportado pelo app; são saídas para análise, simulação e compartilhamento.
Como usar o editor de rota
Pontos e ordem da rota
Cada clique cria um ponto manual. A ordem pode ser alterada arrastando a alça da tabela.
V e H ficam fixos na lat/lon do vertiporto. O ponto de saída fica livre por padrão, mas pode ser travado a 1250 m de V ao ativar a camada Raio CAT-C.
Edição dos pontos
Clique com o botão direito em um ponto do mapa para editar sigla, nome, altitude, velocidade e razão, ou para excluir o ponto.
Nos pontos fixos, a posição não muda, mas altitude, velocidade e razão vertical continuam editáveis na tabela.
Guia VAC
A camada mostra os procedimentos já estabelecidos para SBSJ.
Pontos adicionados perto da guia se encaixam automaticamente, primeiro nos pontos e depois nas linhas. Desligue a camada Guia VAC para soltar o encaixe.
Avisos de descida
Em trechos curtos, velocidade alta com razão vertical baixa pode não dar tempo de perder a altitude necessária.
O editor avisa quando a perna configurada não fecha matematicamente.
Saídas geradas
Figuras
A aba Gerar figuras produz quatro imagens: perfil completo, zoom da aproximação final, mapa de rota e tabela de pontos/notas.
Os arquivos usam o nome do procedimento: perfil_pj_direto.png, mapa_pj_direto.png e correlatos.
CSV de pontos
Exporta a lista de waypoints na ordem do procedimento.
Inclui código, nome, abreviação, coordenadas UTM e altitude AGL. É uma saída direta da tabela do editor.
CSV de perfil
Amostra a rota ao longo da trajetória.
Salva distância, coordenadas UTM e altitude do terreno para conferência em planilhas ou scripts externos.
GeoJSON e GeoPackage
Geram a geometria da rota e dos pontos em formatos prontos para GIS.
A ideia é abrir no QGIS ou em outra ferramenta espacial, sem depender do aplicativo.
BlueSky + JSON
Gera um .zip com o cenário .scn e o plano de voo .json.
O JSON guarda waypoints, topografia amostrada sob a rota e perfil planejado de voo. Permite reconstruir uma imagem de perfil igual à do aplicativo.
Terreno real
O terreno vem do raster SBSJ_31983.tif em EPSG:31983.
O perfil, o zoom e o JSON usam a elevação amostrada ao longo da rota.
Como o BlueSky é tratado
Por que existe ajuste matemático
No editor, um waypoint é só um ponto com altitude, velocidade e razão vertical. No BlueSky, a aeronave precisa receber comandos antes de chegar ao ponto, porque ela não muda velocidade nem altitude instantaneamente.
Por isso o exportador converte cada perna em comandos ATDIST. A uma distância calculada do POUSO_FINAL, o cenário manda alterar velocidade (SPD) ou altitude (ALT).
Descida
A conta base estima o tempo necessário para perder altitude:
t = Δh / Rv
t é o tempo de descida; Δh a diferença de altitude (pés); Rv a razão vertical (pés/min). Esse tempo é cruzado com a velocidade horizontal para estimar a distância mínima da perna.
Desaceleração
A desaceleração usa a resposta medida do EC35 no próprio BlueSky:
d ≈ ((V0 + V1) / 2) · (|V0 − V1| / a)
V0 e V1 são as velocidades antes e depois do comando; a é a taxa efetiva de desaceleração observada. Assim o arquivo calcula onde comandar a mudança, em vez de usar distância fixa manual.
Hover H → V
O BlueSky não simula descida vertical pura com velocidade horizontal exatamente zero. Para representar o hover, o cenário reduz a aeronave a uma velocidade horizontal mínima, próxima de 1 kt, inicia a descida final no ponto calculado e só comanda parada quando já está praticamente sobre a FATO.
O cenário também fixa CASMACHTHR 0. Sem isso, velocidades muito baixas como SPD 1 podem ser interpretadas como Mach em vez de nós.